terça-feira, 7 de setembro de 2010

Boletim 3: Programa de ação e de gestão

Boletim 3

31/08/2010

 
 

CHAPA 2 – SINDICATO PATA TODOS

TÉCNICOS DO TESOURO NA DIREÇÃO CERTA

Programa de ação e de gestão

AÇÃO

Nossa proposta é simples. Olhar para o que está produzindo resultados para outras categorias, e para o que já deu certo para nossa categoria em outras oportunidades, e colocar em prática. Em nossa opinião, o AFOCEFE deve passar a atuar com o trinômio MOBILIZAÇÃO – ARTICULAÇÃO – NEGOCIAÇÃO, e não é mera coincidência que todas as expressões tenham o sufixo AÇÃO. Ou seja, trata-se de diminuir a retórica e aumentar as ações concretas. E começaremos redigindo o que consideramos essencial: um projeto para nossa categoria, que contemple atribuições e concurso.

 
 

DIRETRIZES

  • NENHUMA ATRIBUIÇÃO A MENOS

    A defesa da nossa categoria passa pela defesa de cada tarefa que desenvolvemos, por mais simples que possa parecer. Nos últimos anos, perdemos inúmeras atribuições, e com o aumento do quadro de AFTEs e a duplicação das vagas de contratados as perspectivas são de uma redução ainda mais drástica.

  • TODOS OS PROBLEMAS FUNCIONAIS DO TTE SÃO PROBLEMAS DO AFOCEFE

    Nos últimos anos o AFOCEFE vestiu gravatas e mudou-se para a Assembléia, esquecendo que é papel do sindicato defender os seus filiados em todas as questões envolvendo o seu trabalho. Enquanto batíamos fotos com deputados, os AFTEs abriram frentes de batalha aqui dentro da SEFAZ e se fortaleceram em todas as áreas. Se um colega é impedido de realizar uma tarefa ou é perseguido, na verdade, toda a categoria é prejudicada.

  • DIÁLOGO E NEGOCIAÇÃO TOTAL

    A Entidade não pode se furtar a debater e dialogar com qualquer pessoa, desde os supervisores das turmas volantes até o Governador do Estado. Na situação em que a categoria se encontra não há espaço para omissões e nem para constrangimentos inócuos.

     
     

    GESTÃO

     
     

    Se à mudança no modelo de ação do AFOCEFE for somada a sua solidez enquanto Entidade, os resultados poderão ser melhores e mais rápidos. Mas como podemos alcançar essa solidez?

  • GESTÃO COM FOCO EM RESULTADOS

    A direção do AFOCEFE não pode ser vista como uma ferramenta de resolução de questões particulares. Se a nossa direção é composta de 11 diretores os 11 terão que desenvolver atividades. Para isso, cada diretor deverá apresentar um plano de trabalho de forma a promover melhorias em sua área de atuação. Esse plano, acompanhado dos relatórios de execução parcial e total serão acessíveis aos filiados, de forma a que estes possam cobrar de cada diretor a realização das tarefas.

  • INTEGRAÇÃO COM OUTRAS ENTIDADES SINDICAIS E ASSOCIATIVAS

    Talvez insuflado por falsas percepções e pela soberba, o AFOCEFE isolou-se, não apenas de seus próprios filiados, mas também de outras entidades funcionais, com as quais poderia promover convênios e ajustes que possibilitassem a maximização da utilização dos respectivos equipamentos, obtendo benefícios econômicos e aumentando a oferta de serviços aos filiados, não apenas da Capital, mas também do Interior.

  • AUMENTAR A BASE DE CONTRIBUINTES EM VEZ DE PENALIZAR O FILIADO

    Receosa de perder eleições no Conselho Deliberativo e para a direção da Entidade, a direção negligenciou a recuperação da base de filiados, ao mesmo tempo em que ampliou os gastos com um ou dois jornalistas de aluguel. Com criatividade, prestando melhores serviços e apresentando um programa de ação definido, conseguiremos recuperar as finanças da entidade, possibilitando novos saltos e diminuindo a necessidade da utilização de chamadas extras.

     
     

    Avaliação do processo eleitoral

     
     

    "... o vulgo se deixa sempre levar pelas aparências... o príncipe deve procurar, em todas as suas ações, conquistar fama de grandeza... alem disso, precisam manter o povo ocupado com festas e espetáculos, nas épocas convenientes...".

    "O Príncipe", Nicolau Maquiavel, 1513.

  • ENQUANTO AFTEs SE REÚNEM DISCRETAMENTE EM SANTA MARIA PARA DAR A FORMATAÇÃO FINAL À ESTRUTURA DA SEFAZ, O AFOCEFE PROMOVE TRANSE COLETIVO DE CHURRASCOS E CERVEJADAS

    A Chapa 1 e a atual direção do AFOCEFE –irmãos siameses- tentam esconder a realidade atrás de churrascos e cervejadas, sob o pretexto de "prestar contas". Nada melhor para sintetizar o modo de ação do atual grupo: criam contas impagáveis, exploram a categoria através de chamadas extras, e depois saem gastando alegremente a título de prestar contas e de explicar o inexplicável, num círculo vicioso que está despertando a indignação de muitos colegas. Não é assim que se constrói uma Entidade forte e preparada para os desafios do futuro.

     
     

    TRANSE COLETIVO

     
     

  • VOTO NA URNA

    No dia 22/09/2010 os TTEs têm um compromisso com seu próprio futuro: escolher a Direção que tem possibilidades de dar um novo perfil para o AFOCEFE, um perfil que o colocará em condições de obter benefícios concretos, palpáveis, principalmente no que diz respeito à sua inserção na estrutura funcional das subsecretarias.

    Colega, no dia 22, pegue todos os discursos sem base nos fatos, as frases de efeito, os jantares e as fanfarronices, coloque-os numa gaveta, e vá até a sede do Sindicato entre as 10:00h e as 17:00h e dê o seu recado á categoria; á classe política; aos governos presentes e futuros, de que os TTEs não mais aceitarão continuar abrindo mão de atribuições –única garantia de futuro– por benefícios passageiros. È hora de votar com estratégia.

É hora de votar na CHAPA 2 e recolocar os TTEs na direção certa.

Nominata Chapa 2


PRESIDENTE:
VICE-PRESIDENTE:
ALEXANDRE LUZZI RODRIGUES
Presidente do AFOCEFE 1995/1998
ADEMIR MEDEIROS
Presidência do CD AFOCEFE
Graduado em Ed. Física na ESEF/UFRGS
Formado em Administração na UFRGS
Acadêmico de Direito da UFRGS
Diretor do DAECA/UFRGS 1991-1994
Atual Chefe da SEZEL/SEMAS
Desenvolve atividades na SEMID/SEDIN
SECRETÁRIO GERAL:
DIR. ADMINISTRATIVO:
ADRIANO VIEIRA
Diretor de do AFOCEFE 1998/2001
VOLNEI PICOLOTTO
Bacharel e Mestre em Economia UFRGS
Formado em Rel. Públicas – FABICO/UFRGS
Professor substituto UFRGS 2008/2009
Lotado nas turmas volantes da AMFM
Coordenador Geral DCE/UFRGS 1999-2000
  
APET/Receita Estadual-Sec.05 CAGE/SEFAZ
DIR. FINANCEIRO:
DIR. INTEGRAÇÃO E POL. SOCIAL:
MÁRCIO MENDONÇA DA SILVA
Diretor de do AFOCEFE 1998/2001
MARCOS ABILIO BONESSO DA SILVA
Diretor do AFOCEFE 1995/2001
Formado em Ciências Sociais na UFRGS
Bacharel em Ciências Econômicas - UFRGS
Lotado nas turmas volantes da AMFM
Lotado nas turmas volantes da AMFM
DIR.ASS.SIND.E FORM. POLÍTICA:
DIR. DE COMUNICAÇÃO E CULTURA:
GIOVANI SUBTIL PALMA
Vice presidente do SINDFAZ-RS 1989-1991
CAROLINA VIGOLO PETRI
Divisão de Estudos e Orientação DEO/CAGE
Diretor de do AFOCEFE 1995/2001
Jornalista FAMECOS/PUC e RP na UFRGS
Estudou Jornalismo na UNISINOS
Acadêmica de Direito na PUC-RS
Desenvolve atividades na SEPRE/DDPE
Assessoria de Imprensa do SINDISAÚDE-RS
Foi redatora de notícias na rádio GUAIBA
DIRETOR LEGISLATIVO:
Dir. DESENVOLVIMENTO FUNCIONAL:
ADEMIR PEREIRA
Ciências Contábeis UNISINOS
CARLOS ALBERTO LIEDTKE
Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRGS
Primeiro presidente da entidade 1992-1995
Foi membro do CD AFOCEFE
Diretor Geral e de Formação Política
Atua na DCRC/CAGE
DIR. JURÍDICO:
1º SUPLENTE:
PIERRE BERNARDI DO VALLE
Representante no CD por duas gestões
RINALDO POLETTI GARCIA
Representante da CAGE no CD desde 2001
Formado em Hotelaria na UCS
Contábeis PUC, também cursou Direito
Lotado nas turmas volantes da AMFM
Lotado na DCRC/CAGE
2º SUPLENTE:
3º SUPLENTE:
FÁTIMA QUINTANEIRO RUARO
Graduada em Economia na PUCRS
JUAN ALBERTO BARBIERI CARVALHO
Representante da Receita no CD AFOCEFE
NESUT,PF de Torres,Seccional CAGE-SEFAZ
Licenciado em C. Sociais e Sociólogo UFRGS
Atualmente lotada no GAB/RE
Acadêmico de Direito da PUC-RS
SEPRIM/Divisão de Fiscalização/RE
4º SUPLENTE:
5º SUPLENTE:
OTAVIO REISCHAK DE OLIVEIRA
Bacharel em Direito — PUCRS
PAULO RICARDO ARAÚJO IRMÃO
Administração - Comércio Exterior UNISINOS
Vice Presidente do CD do AFOCEFE 2001-2004
Chefe da SEMAS/DIMAS/SUPAD
Atua no Setor de Serviços SUPAD
  

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Debate entre as Chapas


Boletim 2

25/08/2010

CHAPA 2 – SINDICATO PATA TODOS
TÉCNICOS DO TESOURO NA DIREÇÃO CERTA
Debate entre as Chapas
CHAPA 2 AVALIA A REALIDADE E PROJETA O FUTURO, JÁ A CHAPA 1 APELA PARA A "ESPERANÇA E A FÉ" E AFIRMA QUE ELEIÇÕES SÃO "APENAS UM INCIDENTE ESTATUTÁRIO"
Seja pelo clima de descrença e desilusão, seja pela falsa percepção do "já ganhou" instalada em nossa categoria, o debate entre os candidatos não contou com mais de 20 pessoas, descontados os membros das duas chapas. Apenas a título de comparação, os AFTEs nunca conseguiram reunir menos do que isso no acampamento de mobilização em frente à SEFAZ que redundou na histórica conquista das subsecretarias. A desmobilização proposital -sintetizada na frase do candidato da chapa 1: "as eleições são mero incidente estatutário"- e o extemporâneo e inoportuno rancor anti-petista, são o corolário daquilo que os fatos tem nos apontado claramente: o grupo que comanda o AFOCEFE, que há tempos negligencia a realidade tomando decisões erradas, demonstra uma total ausência de estratégia e senso de oportunidade.
Vejamos um resumo do debate.

Chapa 2 demonstra compromisso com a realidade dos fatos

Uma análise equilibrada e séria da conjuntura em que a nossa categoria está inserida é condição necessária para que se possa projetar o seu futuro. Em sua fala inicial, o candidato a presidente LUZZI, com base em documentos e materiais informativos do próprio AFOCEFE-Sindicato, demonstrou o que parece óbvio: para concluir que nos últimos anos obtivemos "vitórias", precisaríamos aceitar como válidas duas premissas, a saber, (1) a nossa situação atual é melhor do que em 2004, e (2) se houve alguma melhora, isso se deu em conseqüência da ação do AFOCEFE.
Como veremos a seguir, os fatos demonstram que nenhuma das duas condições pode ser considerada válida, logo, em que pese a publicidade oficial e os férteis exercícios de imaginação, o que constatamos é que os técnicos do 21º andar estão de paletó e gravata, mas os da SEFAZ não receberam o convite para a festa.
Nossa situação em 2004
Vejam o que era dito pelo grupo que controla o sindicato por ocasião das eleições de 2004:


De:
consolidacao@afocefe.org.br
Enviado em: quinta-feira, 9 de setembro de 2004 15:16
Para: XXXXXXXXXXXX
Assunto: TÉCNICOS NA CARREIRA ÚNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA


Porto Alegre, 9 de setembro de 2004
TÉCNICOS NA CARREIRA ÚNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA


 A FENAFISCO, federação de âmbito nacional que reúne sindicatos representativos das carreiras das fiscalizações estaduais de todo o Brasil, está divulgando sua proposta para o projeto de Lei Orgânica da Administração Tributária.

Esta proposta, que está disponível para leitura no site daquela federação (
www.fenafisco.org.br), prevê CARREIRA ÚNICA e CARGO ÚNICO para o exercício das funções dos fiscos da União, dos Estados e dos Municípios, também define como integrantes do cargo único de Auditor Fiscal da Receita (Estadual, Federal ou Municipal) aqueles que atualmente exercem as atividades de arrecadar, fiscalizar, lavrar termos de infração e de apreensão, entre outras.

A proposta da FENAFISCO explica a tentativa, já derrotada pelo AFOCEFE-Sindicato, de suprimir as atribuições dos Técnicos do Tesouro especificadas como atividades típicas de administração tributária, quando tentaram proibir o recebimento dos valores dos Termos de Infração pelas Turmas Volantes, ou quando tentaram criar um quinto poder recheado de privilégios onde reservaram aos Técnicos a condição de meros auxiliares. A idéia derrotada tinha como objetivo retirar os TTE do enquadramento previsto pela FENAFISCO, e não há dúvida de que outras tentativas de golpe estarão por vir.

O mar continua em fúria e o momento exige um comando experiente, que saiba navegar com qualquer tempo e já tenha vencido outras tempestades. Neste barco não pode haver espaço para marinheiros de primeira viagem e adesistas de sempre.
De: consolidacao@afocefe.org.br
Enviado em:
quinta-feira, 9 de setembro de 2004 15:54
Para:
Assunto
: TITANIC 2


Porto Alegre, 9 de setembro de 2004
TITANIC 2


Sempre houve na Secretaria da Fazenda, repetitiva e periodicamente, demonstrações de prepotência, com a intenção de tornar o exercício do poder um processo absoluto com início e fim nas corporações, cujo florescimento ideológico repele processos democráticos, e qualquer justificativa e objetivo, além delas.

São muitos os exemplos de projetos, concebidos sob esta ótica, que demonstram esta tese. Mais uma vez, pelo projeto titanic, que sob o argumento de cumprir preceito constitucional, o agride nas previsões dele advindas, simplesmente porque elas não interessavam e por implicarem restrições a onipotência de papel.

Como não poderia ser diferente, a diretoria do AFOCEFE-Sindicato ofereceu resistência a este projeto predatório, num procedimento que teve como resultado sua múltipla rejeição, por seus vários vícios.

A estratégia da reação foi estimular oposição à diretoria do sindicato. Prontos para isto estavam os mentores da chapa de oposição nas atuais eleições do sindicato, a quem acenaram com a união TTE - Agentes Fiscais no titanic, que para alguns autistas e seus adesistas,
continua vivo.

Os agentes fiscais na classe especial e
os TTE nos porões sem salva-vidas, mas com direito a mais uma letrinha no epitáfio.
Como se pode deduzir a partir do texto, rico em metáforas (e em delírios), os Técnicos estariam contemplados pela administração tributária, e as tentativas de "suprimir as atribuições dos Técnicos do Tesouro" foram "todas derrotadas".
Vencidas as eleições pelo atual grupo, o que acabou ocorrendo, no entanto, é que algumas partes do texto, em que se exaltavam as "tentativas já derrotadas" pelo AFOCEFE, transformaram-se em pesadas profecias que teriam despertado inveja em Nostradamus. Com efeito, os AFTEs, com o absoluto silêncio do AFOCEFE, derrubaram uma por uma aquelas atribuições que, segundo a peça publicitária, garantiriam o nosso lugar na tal "carreira única": proibindo receber valores originados em TIT e até alterando o seu texto; fechando repartições onde o responsável era um Técnico; fragmentando e retirando atribuições da DPP para outras secretarias; entre tantas outras.
De fato, hoje não estamos nem "nos porões". Pior, fomos defenestrados pela proa, e nem sequer conseguimos a "letrinha a mais no epitáfio".
Nossa situação em 2007
Com as nossas atribuições sendo ceifadas dia após dia e a nova versão do "Titanic" assombrando as nossas consciências, na campanha de 2007 ninguém falava mais em carreira única, morta e enterrada antes mesmo de ultrapassar a condição de filme de ficção científica. Sem plano "B", sem diálogo nem propostas alternativas, só restou ser do contra. Mais uma vez, o AFOCEFE apostou na sua capacidade e articulação junto ao governo, do qual extraiu o compromisso "veemente" de que "não seria política deste governo a criação da secretaria da Receita", tal como se pode ver num boletim que apresenta a figura do presidente do sindicato em gestos eloqüentes e o Secretário da pasta ouvindo atentamente.
Porém, a vitória do governo na votação da reforma administrativa acabou forçando o AFOCEFE, multiplamente traído pela sua base de articulação na Assembléia Legislativa, a desenterrar o projeto que exigia o nível superior para ingresso na carreira de Técnico, e que se encontrava perdido em alguma gaveta, embora não fossem poucos os colegas que clamavam por uma lei que atualizasse as nossas atribuições, base sólida que garantiria o ingresso na área nobre do serviço público. Como já é tradição no AFOCEFE, não foram escutados.
O que acabou ocorrendo foi que o governo, já convencido pelos AFTEs sobre a "importância" das leis orgânicas, arrastou o do "nível superior", que possuía apenas dois artigos, por um longo trâmite, enquanto os AFTEs concluíam a formatação final dos seus projetos. Com tudo pronto, o governo iniciou a operação anestesia, que redundou na aprovação da exigência de nível superior para ingresso na carreira de técnico , e lançou, em regime de urgência, ou seja, sem trâmite nem análise nenhuma, os três projetos que reúnem um tal conjunto de benesses e prerrogativas aos AFTEs, que foi reconhecido como "inédito" no Pais, e que servirá de paradigma para as Secretarias da Fazenda dos outros estados. Mas não é só isso, infelizmente.
Nossa situação em 2010
Com as leis orgânicas aprovadas, os AFTEs, depois de conquistarem dois concursos e de terem quase dobrado o número de membros da sua categoria, estão concluindo o processo de formatação final das superestruturas. Não se descarta a criação de um novo cargo de nível médio, não se descarta a incorporação do atual PPE e a criação de um novo instrumento de premiação, apenas aplicável aos AFTEs, aliás, não se descarta nada, já que somente AFTEs estão participando do processo e ninguém, nem o governo tem condições de saber o que sairá dessa caixa de pandora.
O AFOCEFE sofre de Transtorno Bipolar: com gritos de euforia, afirma que "só ganhamos" e, logo depois, em prantos, brada "a culpa é do PT"
Depois de considerar como "vitorioso" justamente o período em que a nossa categoria assistiu impavidamente aos AFTEs se distanciarem anos-luz da nossa realidade, o AFOCEFE parece sofrer, além de delírios de grandeza, crises de identidade. Afirma ter sido vitorioso, logo depois, joga a culpa (seriam das vitórias?) ao PT. Ora, se vencemos, não há culpados. Se há culpa, é porque houve um resultado danoso, uma derrota. Diferentemente da atual direção e da chapa que a representa, a nossa avaliação é de que fomos derrotados sim, e a culpa passa exclusivamente por trapalhadas da direção. Quando o alvo correto era o governo, apostamos em bater nos fiscais. Quando o alvo eram os deputados da base governista, batemos nos da combalida oposição. Quando precisamos investir na Assembléia, optamos por enriquecer um ou dois jornalistas de aluguel para ter ao nosso lado a tal "opinião pública". Na reta final, quando mais precisamos, ficamos sem governo, sem opinião pública, sem deputados da base governista e sem os da oposição. Uma proeza digna do Guines Book. Uma na ferradura e a outra também, como diriam os mais antigos. Para coroar a falta de pontaria, as eleições estão servindo para, em vez de desligar os aparelhos do sectarismo anacrônico rompendo o isolamento em que nos encontramos hoje, inaugurar um novo processo de "caça às bruxas – mais um tiro no próprio pé.
Propostas da chapa 2: MOBILIZAÇÃO – ARTICULAÇÃO – NEGOCIAÇÃO
Nos últimos anos, a direção tem um discurso grandioso para consumo interno e outro, humilde, para o público externo. Eufóricos, nos projetamos como membros da carreira única, fornecendo o combustível para as retaliações dos AFTEs, e acabamos nos excluindo da administração tributária. Acreditamos que dominamos a Opinião Pública e a Assembléia Legislativa e ambos nos deram as costas. Apostamos no mais servil governismo e acabamos amargando vários golpes.
A nossa proposta é simples. Olhar para o que está dando certo para outras categorias, e para o que já deu certo para nossa categoria em outras oportunidades, e colocar em prática. Em nossa opinião, o AFOCEFE deve passar a atuar com o trinômio MOBILIZAÇÃO – ARTICULAÇÃO – NEGOCIAÇÃO, e não é mera coincidência que todas as expressões tem o sufixo AÇÃO. Ou seja, trata-se de diminuir a retórica e aumentar as ações concretas. E começaremos redigindo o que consideramos essencial: um projeto para nossa categoria, que contemple atribuições e concurso. Como se afirmou no debate, com ampla mobilização da categoria, colocaremos para discussão, em regime de urgência, um projeto completo para os TTEs e iniciaremos um trabalho de articulação e de desbloqueio das negociações. Não será fácil, mas com mobilização, coesão, criatividade e capacidade de negociação e de articulação, inclusive com o próximo governo, seja de que partido for, temos certeza que voltaremos a vencer. É bom lembrar que durante a gestão do Luzzi o governador era o Britto, e nem por isso deixamos de obter diversas vitórias e de pautar, inclusive, os sindicatos dos ficais e dos auditores, que esperavam o "Jornal do AFOCEFE" para ditar as suas ações. Difícil de acreditar, não é? Mas era assim antes das nossas sucessivas "conquistas". Hoje, gastando fortunas em publicidade, não conseguimos pautar nem o nosso próprio "newsletter" que se transformou num recorta e cola irrelevante e frouxo.
É hora de votar na CHAPA 2 e recolocar os TTEs na direção certa.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Boletim 1: Apresentação - Avaliação e Propostas

Prezados colegas:
Estamos encaminhando o primeiro material da Chapa 2 – Sindicato para todos, onde tentamos reunir os principais elementos que estarão em jogo nestas eleições para a direção do AFOCEFE-Sindicato, bem como, uma avaliação dos últimos acontecimentos – e que determinaram o caráter crucial do atual momento – e, por fim, a nossa visão de como deve atuar a entidade daqui para a frente.
O texto é longo, de fato, mas de leitura absolutamente imprescindível, na medida em que toda projeção de futuro deve ancorar-se nas atitudes e decisões tomadas até o momento.
Nos próximos materiais incluiremos informações sobre os membros da chapa, acompanhadas de propostas concretas e de ações que consideramos urgentes para a entidade e para a categoria como um todo.
Neste momento de incerteza quanto ao futuro da categoria, o diálogo aberto e transparente se torna um imperativo. É nesse clima que colocamos os nossos nomes e o nosso projeto à disposição da categoria, com o desejo e a convicção de que o confronto entre as chapas deva ocorrer em alto nível e apenas em torno da discussão sobre as saídas para a situação dramática que vivemos.
O debate aberto de idéias é salutar, mas não deve ser confundido com ataques pessoais velados e com puro preconceito, sob pena de dividir e enfraquecer ainda mais a categoria, justamente no momento em que precisamos dar uma mensagem positiva a todos os atores políticos, governamentais, presentes e futuros, bem como outras categorias – que podem agir de forma concreta para o futuro da nossa carreira.
Desde já, exortamos a categoria a se libertar de paixões e fanatismos, e a avaliar criteriosa e racionalmente os fatos. Mais do que nunca, nosso futuro depende das nossas escolhas.
Boa leitura e boa reflexão.
Um abraço a todos,

Chapa 2 – Sindicato para todos
Os Técnicos do Tesouro na direção certa.


Apresentação
Somos um grupo de colegas convictos sobre a necessidade de, neste momento de incertezas quanto ao papel reservado aos Técnicos do Tesouro na estrutura da SEFAZ, e, também, de mudanças na conjuntura política do Estado, construir uma direção do AFOCEFE-Sindicato verdadeiramente forte – dentro e fora da SEFAZ – com dirigentes que tenham experiência, representatividade e capacidade de mobilização, virtudes essenciais aos que pretendem reconduzir a categoria ao lugar de relevância dentro da estrutura funcional da SEFAZ, garantindo o seu futuro, que é o nosso futuro.
Objetivos da candidatura
Percebemos que o quadro de gravidade em que se encontra a categoria, do qual os problemas atuais são apenas a ponta de um iceberg cujas dimensões só aparecerão a olho nu por ocasião da formatação final da SEFAZ, se deve, entre outros elementos que serão oportunamente elencados, à ausência de uma avaliação de todos os fatos e condutas adotadas nos últimos tempos, tanto por parte das direções do AFOCEFE-Sindicato, quanto da categoria como um todo, e que contribuíram para conduzir a categoria até o atual momento. Na percepção de muitos colegas, dentre os quais muitos que, hoje, se encontram afastados da nossa entidade, faltou às direções o equilíbrio e a pluralidade política e de idéias, tão necessária nos momentos decisórios, assim como faltaram posicionamento crítico, capacidade de mobilização e de negociação. Nesse sentido, a nossa candidatura deve servir para que a categoria reavalie todo o processo que redundou no atual quadro, de modo que possa, equilibradamente, sem preconceitos ou paixões, definir qual o melhor e mais seguro caminho a ser seguido pela nossa entidade.
Colocamos os nossos nomes à disposição, enfim, para que sejam utilizados como uma mensagem à comunidade política, aos governos, e às outras categorias funcionais, de que a categoria dos TTEs é madura, aberta e destituída de quaisquer preconceitos, bem como coesa e unida somente em favor dos seus objetivos.
A seguir, explanaremos a nossa avaliação do que ocorreu até o atual momento e projetaremos o que poderá ser construído.
Avaliação do atual quadro
Técnicos do tesouro: algemados dentro da SEFAZ, manipulados e amordaçados fora dela. Como chegamos a esta situação?
TTEs, uma categoria monossilábica: “não”
Mais de uma década se passou, e, com pesar, percebemos que o processo de construção da categoria dos Técnicos do Tesouro perdeu fôlego e hoje nos encontramos, certamente, num dos momentos mais críticos da nossa história. Essa situação de absoluta incerteza quanto ao futuro deve ser debitada, ao menos em parte, à nossa vocação por ser “do contra”. E não um “contra” consciente, equilibrado, sabendo o seu porquê, avaliando criteriosamente as situações e, principalmente, propondo soluções. Pelo contrário, trata-se de um “não” de duvidosa procedência, por que algum celular tocou e mandou dizer “não” ou, simplesmente, porque não houve capacidade e nem ousadia de forçar uma negociação ou de construir uma alternativa favorável a todos. Os delírios galopantes da desastrosa e contraproducente campanha pela “carreira única”; a humilhação da aprovação da lei que abriu as portas às Subsecretarias; e o filme de terror que redundou na aprovação das leis orgânicas, são as maiores provas disso. Vejamos, a seguir, os antecedentes.  
Ampla “articulação na assembléia” e “controle da opinião pública”
O AFOCEFE jogou todas as suas fichas ao longo dos últimos oito anos na montagem de um exército de deputados estaduais “leais” à categoria. Assim, foram franqueadas instalações, generosos espaços em fotos de jornais e newsletters, campanhas publicitárias nos meios de comunicação e tudo aquilo que, embora custoso, iria blindar a categoria contra ataques externos e, ao mesmo tempo, afundaria de vez o “Titanic” – como era denominado o projeto dos AFTEs no auge da euforia ufanista. O compromisso da administração de “não encaminhar nenhum projeto sem o aval das duas categorias da casa” era repetido como um mantra. Mais: nesse clímax governista, chegamos a combater com unhas e dentes a greve de 2005, promovida pela outra categoria da casa, e de cuja negociação, da qual, a bem da verdade, os técnicos não participaram, resultou a criação do PPE – e que, paradoxalmente, se constituiu no único ganho concreto dos Técnicos na ultima década.
O despertar do dragão
Em 2007, o choque de realidade.
A divina comédia da Carreira Única que embalara os sonhos de uma noite de verão transforma-se em cinzas mesmo sem ter sido matéria, mas o mal estava feito, e veio sob a forma da Lei que abriu as portas para a criação das subsecretarias. O curioso é que até a véspera do fatídico dia, o AFOCEFE recebia telefonemas com inequívocas declarações de lealdade; assim, a ida em massa da nossa categoria até a assembléia seria uma demonstração definitiva da força da nossa categoria. O que ocorreu, todo o mundo sabe. Dois AFTEs do terceiro escalão comandaram a votação, deixando boquiabertos e perplexos mais de 500 TTEs de todo o Estado. Ou seja, dois bilhetes mal escritos e um telefonema foram suficientes para derrubar a longa e onerosa “blindagem” midiático-governista. O pior, contudo, ainda estava por vir.
Sonífero de dupla eficácia e efeito duradouro
Sem plano “B”, sem mobilização, sem coordenação, e sem estratégia, os Técnicos ainda foram compelidos a ficar sem dignidade. Ainda atordoados pela derrota, a direção do AFOCEFE, assim como toda a categoria, recebeu um cala-te-a-boca na forma da promessa de encaminhar (em uma ou duas semanas) o projeto do nível superior que, assim como o das atribuições, ficara esquecido numa das tantas gavetas do sindicato. Pois bem, o que era questão de dias acabou levando dois anos, e, também, já não era mais o nível superior, mas apenas a exigência do terceiro grau para a realização do concurso para técnico, sem alterar o status da categoria de nível médio.
Quando a esmola é pouca, o santo também deveria desconfiar
Não há como negar, foram dois anos em grande estilo. Campanhas midiáticas, jornais, revistas, rádios, eventos, um longo, tortuoso e caríssimo caminho para modificar um artigo de uma lei ordinária. Quando, finalmente, foi aprovada a alteração na lei, tendo os TTEs pago um pedágio elevado por aquilo que o óbvio ululante exigia a título de bom senso, veio a débâcle.
Ainda aproveitando o efeito embasbacador da aprovação da exigência do terceiro grau para o ingresso na carreira de TTE, o governo remeteu, em regime de urgência(?) os projetos, que redundaram, não é exagero, na refundação da categoria dos AFTEs, dados os privilégios, benesses e prerrogativas que a essa categoria foram confiados.
Apesar de todas as campanhas nos meios de comunicação, comprando espaços a preço de ouro, demonstrando para a “opinião pública” a “nocividade dos projetos”, acionando os deputados “amigos”, comprando pareceres de “juristas”, e todo o processo que vivenciamos de forma tão dramática, acabamos precisando perambular agonicamente pelos mesmos gabinetes onde o AFOCEFE “brilhara” nos últimos anos, só que, ao invés de aparecendo aos holofotes tomando cafezinho, foi a vez de buscar uma salvaguarda, uma sobrevida, um pouco de dignidade. A dura realidade bateu à porta, e, pior, cobrando uma pesada conta.
Balanço patrimonial
As leis complementares foram consideradas inéditas no país, e as potenciais conseqüências dos dispositivos aprovados são, ainda, de alcance incerto, na medida em que as portarias e instruções normativas que lhes darão os contornos estão sendo gestadas nos salões ovais de cada subsecretaria sem a participação dos Técnicos, certamente, porque ensejam o aprofundamento do processo de cerceamento das nossas tarefas e o esvaziamento da nossa categoria.
Observando os caminhos e métodos das duas categorias da SEFAZ com seus correspondentes resultados, percebemos claramente um avanço desproporcional dos AFTEs em relação aos Técnicos. Em todos os aspectos. Ainda mais cruel se apresenta o resultado final se observarmos que os AFTEs fizeram duas greves, veicularam textos críticos em seus sítios da internet, montaram acampamentos na frente da SEFAZ, prejudicaram o desempenho do governo em diversos momentos, tal como denunciava o AFOCEFE, enquanto os TTEs, praticamente, serviram de agência de publicidade oficial, mantendo um silêncio sepulcral, inclusive nos momentos mais críticos. Apenas um exemplo: no patético episódio de troca de insultos via jornais, o AFOCEFE em nenhum momento direcionou o seu pedido à única pessoa que poderia tirar os projetos da pauta ou, ao menos, retirar-lhes a urgência. Não foi capaz de reunir uma dúzia de TTEs no saguão da SEFAZ como protesto à festa da aprovação das leis orgânicas, onde a governadora, em prantos, festejou “a materialização do sonho por todos nós sonhado”. Enfim, acabamos assistindo com silenciosa indignação que a nossa retribuição para tanta lealdade foi um parágrafo perdido no meio do nada, enquanto que o primo rico mal-educado recebeu o paraíso na terra.
Podemos afirmar, sem temor de errar, que, nestes últimos anos, vivenciamos o período em que se verificou o maior distanciamento entre as duas categorias.
Mas quanto ao futuro? O que pode ser feito?
Agora é proibido errar
Hoje nos encontramos numa situação em que se tornou proibido errar. E um dos equívocos que nos arrastou até a situação delicada em que os técnicos se encontram é, sem dúvida, a soberba; o menosprezo por determinadas forças políticas; e o puro e inaceitável preconceito, que se traduziram em limitações e entraves que impossibilitaram o verdadeiro salto de qualidade de que tanto precisamos. As direções que se sucederam não tiveram a grandeza de reconhecer que todos os colegas podem, e querem, como já o fizeram no passado, contribuir para o crescimento da categoria.
Nesse sentido, e em face da conjuntura política que poderá advir das próximas eleições nacionais e estaduais, fora lançada uma carta aberta, exortando a categoria para a construção de um AFOCEFE que representasse todos os setores e matizes políticos, fortalecendo a entidade e colocando-a em condições favoráveis de encarar os graves desafios que tem pela frente. Não tendo obtido resposta, e ungidos de um forte sentimento de responsabilidade, assim como também, da certeza de que possuem plenas condições de reconduzir a categoria a um lugar mais confortável do que hoje se encontra, é lançada a Chapa 2 – Sindicato para todos.
Propostas
Analisando a experiência e realizações dos integrantes das chapas que estão em disputa, disputa esta, repita-se, indesejada por todos nós, temos a convicção de que os integrantes da Chapa 2 possuem maiores condições de reconduzir a categoria pelo caminho das conquistas seguras e duradouras. Não podemos esquecer que o único concurso para a nossa categoria nos últimos 17 anos se deu a partir do trabalho e comprometimento de vários dos seus integrantes.
O momento é de um projeto global
Os fatos demonstram que a estratégia de reivindicações parciais se mostrou insuficiente e contraproducente, alimentando, por vias oblíquas, a maior conquista da categoria dos AFTEs da sua história, inédita, inclusive, no País. Com efeito, a alteração do grau de escolaridade exigido para ingresso na carreira de TTE ganharia importância se fizesse parte de uma projeto global, ancorado nas atribuições e em outras garantias. Surgido a título de um cala-te-a-boca depois da aprovação da Lei complementar das subsecretarias e consolidado no vácuo da aprovação das Leis Orgânicas –dois sonoros fracassos do AFOCEFE- mais parece um apêndice perdido de um capítulo ainda não escrito. Contudo, o momento político poderá fazer surgir uma janela de oportunidades para nossa categoria, e a nossa entidade sindical deverá estar pronta para propor um projeto global de inserção dos TTEs nas diferentes áreas de atuação das subsecretarias, contemplando, inclusive, atribuições – injustamente preteridas pela atual direção do AFOCEFE.
Sejamos francos e diretos: nível superior e concurso, os eternamente injustiçados professores e técnicos científicos têm todos os anos. Somente um projeto global, que recoloque de verdade os Técnicos na estrutura orgânica e funcional da administração da SEFAZ, será capaz de inverter a tendência atual e garantir a manutenção dos padrões de retribuição fixa e variável, além de recuperar a legitimidade para ocupar cargos e funções gratificadas.
É hora de colocar “a categoria em primeiro lugar”
O que vemos, hoje, é o desmonte “lento e gradual” daqueles lugares ou funções típicas para quadros técnicos. É o exemplo da SSI, que está sendo transferida aos lotes para a Procergs; a DPP, cujo espólio está sendo transmitido para um AFTE; e o trânsito de mercadorias, que está mudando a sua forma de atuar, diminuindo ainda mais a autonomia operativa dos técnicos, apontando numa direção imprevisível em face de interpretações das novas leis em impugnações judiciais dos TITs. Por tudo isso, o momento não se mostra adequado para pautar a escolha dos representantes do AFOCEFE pela nossa íntima convicção filosófica e ou política. Mais do que nunca, o momento é de escolher uma direção que tenha condições plenas de intervir positivamente em favor da nossa categoria. Isso é, para além das frases de efeito, do apego ao poder, ou da vaidade, colocar a categoria em primeiro lugar.
União da categoria não significa lealdade incondicional e “pensamento único”
Os integrantes da chapa 2 – Sindicato para todos, não pretendem transformar o voto da categoria em certidões de “lealdade” a determinado governo ou setor político, mesmo porque essa prática se mostrou tão rasteira quanto obsoleta. Os exemplos estão ao nosso lado. Poucas categorias foram tão críticas aos dois últimos governos como a dos AFTEs, e nenhuma obteve ganhos concretos tão relevantes e históricos quanto ela.
Os fatos demonstram que o momento que a categoria vive é grave o suficiente para que seus integrantes fiquem reféns das suas próprias opiniões, da mesma forma que os aspirantes à direção do AFOCEFE não podem pautar as suas propostas em mera disputa de convicções políticas. Isso, como tristemente vimos, não nos levará a lugar nenhum. Nesse sentido, o voto na Chapa 2, acima de tudo, possibilitará à categoria transmitir um recado para os governos –seja qual for o seu titular ou a sua orientação- e para a comunidade política em geral, de que a categoria dos Técnicos do Tesouro do Estado é madura e responsável o suficiente para construir uma direção multi-representativa, aberta a toda e qualquer força política e a outras categorias.
Queremos uma direção para os TTEs:
- plural e democrática, que não menospreze nenhuma força política, e que, sem preconceitos nem ranços, consiga interagir com todos os partidos e até com outras categorias;
- forte, no sentido de reunir pessoas que tenham a capacidade de influenciar de forma efetiva governos e comunidade política em geral;
- qualificada, aliando capacidade política, experiência sindical, preparação intelectual e conhecimento das rotinas desenvolvidas pelos técnicos na SEFAZ;
- experiente, que saiba, com capacidade de mobilização e articulação, construir canais de negociação que recoloquem a categoria no caminho do crescimento, evitando cair em armadilhas ou emboscadas;
- eficaz, ou seja, que produza resultados concretos, e que esses resultados se revertam em benefícios reais para a categoria;
- propositiva, que não se esgote na já cansativa crítica vazia, que, como sabemos, ninguém agüenta mais, e que consiga construir e encaminhar projetos;
- motivadora e motivada, que, sem soberba ou bravatas, consiga recuperar a auto-estima da categoria e o verdadeiro reconhecimento social;
- presente e atuante, na medida em que a atuação da direção do sindicato não se restrinja a colocar uma gravata e bater fotos na Assembléia Legislativa, ela deve atuar tanto na macroestrutura quanto nas questões do dia-a-dia da categoria, entrando nas repartições do interior, conversando com colegas e com as chefias, solucionado problemas.